Carnaval
Colunas
25/11/2017
Samba no pé em alto nível
Em 1916, Donga e seus companheiros,  todos oriundos de uma mesma raiz chamada Pequena África (hoje conhecida como Praça Mauá, Morro da Providência, Gamboa, Praça XI e Cidade Nova na cidade do Rio de Janeiro) criaram os primeiros verbetes em partido alto, versados, batidos na mão e dançados no pé. Surgiu, assim, o primeiro samba registrado, "Pelo Telefone", e também a primeira Escola de Samba "Deixa Falar". Tudo isso, há  mais ou menos 100 anos.
 
Desculpem-me por tantos detalhes,  mas é relevante mostrar-lhes a importância do evento que vai acontecer nos dias 1, 2, 3 de Fevereiro de 2018 no Rio de Janeiro. A grande estreia foi no dia 12/11/2017. 
 
Eu me refiro ao Brasil Samba Congress, que será um mix de Espetáculo com Competição e Workshops que valorizarão a cultura da dança do Samba cultuada no mundo todo. E até fevereiro, diversas ações serão realizadas na Cidade Maravilhosa com os participantes, mostrando a potência do samba no pé em sua pura essência.
 
O Brasil Samba Congress foi idealizado por Patrick de Carvalho, que hoje é o coreógrafo da Comissão de frente da Paraíso do Tuiuti, e por Rodrigo Marques, diretor da Cia de Dança Carlinhos de Jesus. Ambos comungam do mesmo sonho de ver a dança do Samba, do passista na camada mais alta da Arte.
 
A competição escolherá a melhor equipe, a melhor passista e o melhor passista. Conta com um elenco de 24 competidores, 12 masculinos e 12 femininos, vindos do Brasil e de outros lugares do mundo. Entre esses participantes, estão Ilana Xavier e Carlos Henrique, ambos oriundos do Carnaval de Porto Alegre, assim como eu.
 
 
Existe uma grande possibilidade das nossas estrelas gaúchas chegarem em boas colocações na competição,  mas também cabe a nós, gaúchos sambistas de todas as partes, virmos até o Rio engrossar a torcida. Se já estiverem por aqui, é importantíssimo prestigiar, torcer, trocar experiências e aprender novas técnicas. Esse evento já está dando um salto na história do Samba e, quem sabe, daqui a 100 anos, será lembrado por nossos filhos e netos.
Pablo Guerreiro
Colunista Camarote Cultural.
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